VEM SENHOR JESUS!

"Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não incorre na condenação, mas passou da morte para a vida". (Jo 5,24).

SEJAM BEM VINDOS À ESSA PORTA ESTREITA DA SALVAÇÃO

"Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário". (Sl 26,4).

domingo, 22 de abril de 2018

HOMILIA DO 4 DOM DA PÁSCOA - JESUS BOM PASTOR


Homilia do 4°Dom do tempo Pascal
(Jo 10,11-18)(22/4/18)

A vida de santidade começa aqui no tempo, mas se estende por toda a eternidade onde alcança sua plenitude diante de Deus. Não se trata de um conceito porque não é teoria; mas se trata do atributo divino que nos é dado, pelo Bom Pastor de nossas almas, Jesus Cristo, o Filho de Deus, que se ofereceu ao Pai Eterno por nós, suas ovelhas, para nos comunicar Sua imortalidade.

Na Carta aos Efésios, São Paulo, escreveu: "Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos muito amados. Progredi na caridade, segundo o exemplo de Cristo, que nos amou e por nós se entregou a Deus como oferenda e sacrifício de agradável odor." E ainda: "Mas eis aqui uma prova brilhante de amor de Deus por nós: quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós. Se, quando éramos ainda inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, com muito mais razão, estando já reconciliados, seremos salvos por sua vida."

Mas, atenção, cuidado com os mercenários, pois atualmente o que mais se encontra em meio às ovelhas desgarradas, são mercenários sedutores, ávidos por lucros, tentando estorquilas. Ora, "O mercenário, que não é pastor e não é dono das ovelhas, vê o lobo chegar, abandona as ovelhas e foge, e o lobo as ataca e dispersa. Pois ele é apenas um mercenário que não se importa com as ovelhas."

No entanto, São João, na sua primeira carta nos alertou: "Filhinhos, esta é a última hora. Vós ouvistes dizer que o Anticristo vem. Eis que já há muitos anticristos, por isto conhecemos que é a última hora. Eles saíram dentre nós, mas não eram dos nossos. Se tivessem sido dos nossos, ficariam certamente conosco. Mas isto se dá para que se conheça que nem todos são dos nossos. Vós, porém, tendes a unção do Santo e sabeis todas as coisas. Não vos escrevi como se ignorásseis a verdade, mas porque a conheceis, e porque nenhuma mentira vem da verdade."

Conclusão: Com efeito, disse o Senhor: "Eu sou o bom pastor. Conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem, assim como o Pai me conhece e eu conheço o Pai. Eu dou minha vida pelas ovelhas." De fato, só conhece verdadeiramente esse amor do Senhor quem se entrega à Ele sem medida, isto é, incondicionalmente e se deixa conduzir pelo Seu Espírito que nos foi dado no batismo.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sábado, 21 de abril de 2018

PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 6,60-69)


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 6,60-69)(21/4/18)

A fé e a oração são passaportes para as graças derramas sobre nós.

Caríssimos irmãos e irmãs, o caminha da fé só é percorrido dignamente por aqueles que perseveram firmemente nela; na verdade a fé é nata, ou seja, todos já nascem com ela, mas em se tratando da fé em Cristo esta é um dom do Espírito Santo; assim como ensinou o Senhor: "Mas descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria e até os confins do mundo."

Na primeira leitura de hoje, Pedro, agindo em nome de Cristo e na presença Dele, realiza os prodígios que a fé no Senhor lhe proporciona, seguindo exatamente o que o Senhor lhe havia dito: "Em verdade, em verdade vos digo: aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas, porque vou para junto do Pai. Ora, aqui dois elementos se destacam em suas ações: a fé e a oração, pois a graça nos é dada conforme a confiança depositada.

Caríssimos a Palavra escutada sem a correspondência da fé, torna-se incompreensível para quem a ouve, não pelo seu conteúdo, mas porque ela não cabe nos critérios racionais que a querem limitar, por isso, Jesus disse: "O Espírito é que dá vida, a carne não adianta nada. As palavras que vos falei são espírito e vida."

Na sua Carta aos Coríntios, São Paulo, escreveu: "Mas o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, pois para ele são loucuras. Nem as pode compreender, porque é pelo Espírito que se devem ponderar." De fato, não se pode limitar o que não tem limite; pois Deus não cabe nos limites de nossa razão, mas somente nos corações daqueles que o amam por viverem em consonância com a sua vontade.

Conclusão: "A partir daquele momento, muitos discípulos voltaram atrás e não andavam mais com ele. Então, Jesus disse aos doze: “Vós também vos quereis ir embora?” Simão Pedro respondeu: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. Nós cremos firmemente e reconhecemos que tu és o Santo de Deus”. Caríssimos ter fé é isso, sermos iluminados pelo Espírito e reconhecermos Jesus Cristo em todos os momentos de nossa vida, especialmente nos mais difíceis.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sexta-feira, 20 de abril de 2018

COMUNGAR JESUS É SE TORNAR UM SÓ COM ELE


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 6,52-59)(20/4/18)

Quando encontramos pessoalmente o Senhor todos os planos que foram traçados e tudo o que havíamos vivido sem Ele, ficam para traz; doravante nos pomos totalmente à sua disposição, pois o nosso viver já não é nosso, mas Dele que habita em nós. Assim aconteceu com Saulo que de perseguidor de Cristo, tornou-se seu seguidor; de homem escrupuloso e violento, tornou-se manso e humilde de coração como o seu Mestre e Senhor; de pregador feroz contra os discípulos de Cristo, em eloquente e fervoroso pregador da salvação eterna de todos os homens.

Em uma de suas Cartas, Saulo agora convertido, chama-se Paulo, e faz um emocionante relato de sua conversão: "Se há quem julgue ter motivos humanos para se gloriar, maiores os possuo eu: circuncidado ao oitavo dia, da raça de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu e filho de hebreus. Quanto à lei, fariseu; quanto ao zelo, perseguidor da Igreja; quanto à justiça legal, declaradamente irrepreensível. Mas tudo isso, que para mim eram vantagens, considerei perda por Cristo. Na verdade, julgo como perda todas as coisas, em comparação com esse bem supremo: o conhecimento de Jesus Cristo, meu Senhor. Por ele tudo desprezei e tenho em conta de esterco, a fim de ganhar Cristo."

No Evangelho de hoje vemos a confusão e o não entendimento daqueles que seguiam Jesus, mas não acreditavam Nele. Ora, a fé é um dom do Espírito Santo e não fruto do esforço pessoal nem da prática meramente externa dela. São João se referindo à isso, disse: "Eis como sabemos que conhecemos Jesus: aquele que afirma permanecer nele deve também viver como ele viveu." Ou seja, fazendo em tudo a Vontade do Pai, isto é, obediente até a morte e morte de cruz.

Conclusão: Caríssimos, o ensinamento do Senhor sobre sua presença real na Eucaristia significa comungá-lo em estado de graça e viver Nele espiritualmente até o dia de nossa Páscoa em sua parusia. São Paulo, entendeu bem isso e deu a vida por amor ao Senhor, como ele mesmo escreveu: "Quanto a mim, estou a ponto de ser imolado e o instante da minha libertação se aproxima. Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé. Resta-me agora receber a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia, e não somente a mim, mas a todos aqueles que aguardam com amor a sua aparição."

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

"TÃO SUBLIME SACRAMENTO ADOREMOS NESTE ALTAR"


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 6,44-51)(19/4/18).

"Tão Sublime Sacramento."

Uma alma piedosa atrai a misericórdia divina, não importa a condição ou aonde ela esteja, importa que o seu coração clame pelo amor de Deus. Na vida que vivemos nada atrai tanto as graças inefáveis do Senhor quanto a reta intenção, um sincero coração e a vontade de sempre querer o que Deus quer. Pois viver assim é manter um diálogo interior e silencioso com o Senhor que sempre responde às nossas orações e os nossos desejos de santidade.

Na primeira leitura de hoje, Felipe foi ao encontro do Eunuco, o evagelizou e o batizou conforme a instrução recebida do Espírito Santo; depois, como exigia a missão, foi arrebatado pelo mesmo Espírito, e continuou a evangelização nas cidades circovizinhas por meio do anúncio da Palavra, dos sinais e prodígios que realizava tal qual lhe fora confiado.

No Santo Evangelho de hoje, Jesus nos introduz no Grande Mistério da Eucaristia já nos dando como certa a vida eterna: “Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo” (João 6,51). Caríssimos, só o Amor pode falar assim e isso se cumprir; ora, para nós não há dúvida de que esta é uma nova linguagem, diferente da que estamos acostumados a ouvir; mas a fé é isso, o novo de Deus sempre presente em nossa vida nos atualizando das coisas divinas tal qual é a sua vontade.

Conclusão: Caríssimos, o nosso encontro com Jesus Eucarístico é o ápice de nossa fé, pois, bem aos nossos olhos físicos e espirituais, vemos o Eterno assumir a matéria do Sacramento; vemos essa matéria se integrar ao Eterno em união mística, pelas palavras e pelas mãos sacerdotais; e tudo isso se transubistancia no Mistério da Santa Eucaristia para assim comungarmos Deus.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

EM MEIO ÀS PERSEGUIÇÕES


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 6,35-40)(18/4/18)

"Era grande a alegria naquela cidade."

Mesmo em meios às perseguições, aqueles que são conduzidos pelo Espírito Santo, levam a sua alegria e os seus milagres aonde quer que estejam. Essa é a lição que nos ensina a perseguição advinda, após a morte de Santo Estevão, o primeiro mártire da fé, depois da ascensão do Senhor. De fato, quem ressuscita com Cristo não teme mais a morte, pois sua vida não lhe pertence, ela já é toda do Senhor.

Ora, quando Jesus diz: "E esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum daqueles que ele me deu, mas os ressuscite no último dia." Ele acende em nós o fogo do seu amor, a chama viva da fé e da esperança, e de todos os valores eternos que nos capacitam para o céu. Sua Palavra é a Fonte inesgotável que nos sustenta no deserto árido de nossa existência até que cheguemos à terra eterna prometida, morada definitiva, daqueles que o amam.

Seu discurso sobre o Pão da vida que sacia a nossa fome, isto é, todas as nossas necessidades, é a evidência da promessa já cumprida na Santa Eucaristia, pois quem se alimenta do Seu Corpo e Sangue, Sua Alma e Divindade, vive a satisfação de se sentir ressuscitado com Ele. “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede." Estas palavras ressoam em nossos ouvidos como a vitória sobre o Demônio, sobre o pecado e sobre a morte advinda do pecado.

Mas, atenção para esta outra palavra do Senhor: "Eu, porém, vos disse que vós me vistes, mas não acreditais. Todos os que o Pai me confia virão a mim, e quando vierem, não os afastarei. Eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou." Já em outro versículo deste mesmo discurso o Senhor diz: "Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o atrair; e eu hei de ressuscitá-lo no último dia. Está escrito nos profetas: Todos serão ensinados por Deus (Is 54,13). Assim, todo aquele que ouviu o Pai e foi por ele instruído vem a mim." (Jo 6,44-45).

Conclusão: Caríssimos, crer em Jesus Cristo Ressuscitado é conviver com Ele presente na Eucaristia, na Palavra e em nossa oração; é "adorar o Pai em espírito e verdade," é sentir-nos profundamente amados e espiritualmente conduzidos pelo Seu Espírito que habita em nós.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

terça-feira, 17 de abril de 2018

A FÉ É UM DOM DO ESPÍRITO SANTO E NÃO UM ENTE DE RAZÃO


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 6,30-35)(17/4/18)

Caríssimos irmãos e irmãs, uma alma plena do Espírito Santo, é capaz de mostrar, por seu exemplo de vida e por suas palavras, os pecados daqueles que estão distantes de Deus sem que isto seja uma acusação, mas sim, uma revelação da necessidade de arrependimento, por isso, ela vem sempre acompanhada de um ato de misericórdia e do perdão que o Senhor oferece. Santo Estevão, mesmo condenado à morte, intercedeu por seus algozes: “Senhor, não os condenes por este pecado”.

Com isto, vemos que nenhuma oração acompanhada de um ato de misericórdia e de perdão deixa de ser ouvida e atendida pelo Senhor, e a prova é esta, a oração de Santo Estevão foi a graça que deu início à conversão de São Paulo, o grande apóstolo dos gentios que até hoje continua pregando a Palavra do Senhor pelos escritos que deixou. Felizes são aqueles que como Santo Estevão e São Paulo, permanecem em comunhão com o Senhor em qualquer situação da vida, pois, por essa união com Cristo são capazes de ver o céu aberto e Ele sentado à direita do Pai celeste.

No Evangelho de hoje, a multidão exigia sinais para crê; ora, a fé é um dom do Espírito Santo e não um ente de razão. Quem exige sinais para crê é incapaz de entender e corresponder ao que Deus nos ensina, porque querem reduzir a Sabedoria do Senhor aos critérios racionais e isso é impossível. Crer em Jesus é adentrar no mistério de sua cruz, pela graça do Espírito Santo, e viver a grande aventura de ser seu discípulo.

Conclusão: A vocação cristã é um chamado e uma resposta que significa pertença, adesão total à Cristo por meio do santo batismo, onde recebemos o dom do Espírito Santo e por Ele somos ensinados e conduzidos à um vida de santidade, como o Senhor mesmo nos ensnou: "Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á toda a verdade, porque não falará por si mesmo, mas dirá o que ouvir, e anunciar-vos-á as coisas que virão”. (Jo 16,13).

Para se reinterar melhor sobre a ação do Espírito Santo, medite este artigo que escrevi em meu site: http://www.freifernando.net/visualizar.php?idt=4834569

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

A INOCÊNCIA É A NOSSA MAIOR DEFESA


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA

Caríssimos, a inocência é a maior defesa contra toda falsa acusação; assim como o arrependimento, o perdão e a penitência, liberta o pecador dos seus pecados; de igual modo a inocência é a essência da misericórdia divina, porque qualquer acusador pode encontrar nela o arrependimento, o perdão e a penitência de que precisa para viver em paz com Deus, com o inocente a quem acusa e consigo mesmo; ou então pode se condenar por não se interar de que acusa falsamente. Tudo isso se encontra nesse versículo: "Todos os que estavam sentados no Sinédrio tinham os olhos fixos sobre Estêvão, e viram seu rosto como o rosto de um anjo."

Ora, vemos isto também na expressão poética do Salmista: "Que os poderosos reunidos me condenem; o que me importa é o vosso julgamento! Minha alegria é a vossa Aliança, meus conselheiros são os vossos mandamentos." De fato, o bem jamais se mistura com o mal, como no ensinou o Senhor na parábola do trigo e do joio, ou seja, trigo é trigo e joio é joio, duas essências completamente distintas. Por isso, escutemos novamente o Senhor: "Dizei somente: Sim, se é sim; não, se é não. Tudo o que passa além disto vem do Maligno."

Caríssimos irmãos e irmãs, o Evangelho de hoje nos mostra o conflito interior daqueles que buscavam o Senhor não pelo Senhor, mas por causa dos seus interesses materiais e políticos; e bom é perceber que Jesus lhes mostra isso, mas nem assim é correspondido, vejamos: "Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade, eu vos digo: estais me procurando não porque vistes sinais, mas porque comestes pão e ficastes satisfeitos. Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna, e que o Filho do homem vos dará. Pois este é quem o Pai marcou com seu selo”

Conclusão: Amados irmãos a renúncia da própria vontade faz parte do seguimento do Senhor; por isso, quem quer seguir Jesus sem abraçar a sua cruz, nunca o seguirá de fato, porque seguir Jesus significa renunciar a própria vida, isto é, seguí-lo até as últimas consequências, com a plena confiança de que Nele temos a vida eterna.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

domingo, 15 de abril de 2018

À CAMINHO DO REINO DOS CÉUS


Homilia do 3°Dom da Páscoa (Lc 24,35-48)(15/4/18)

Caríssimos, ter uma visão das coisas de Deus, é um dom do Espírito Santo, que nos faz entrar na dimensão da vida divina, mesmo estando ainda aqui em nossa dimensão natural, que é limitada pelos critérios de nossa racionalidade. Com efeito, os critérios da fé nos levam à ver as coisas de Deus segundo a Vontade de Deus. Eles brotam do entendimento das Sagradas Escrituras por revelação do Senhor e do testemunho daqueles que acreditaram e conviveram com o Senhor e seu santo modo de agir.

No Evangelho de hoje, Jesus aparece aos discípulos e lhes abre o entendimento, explicando tudo o que havia sido profetizado sobre Ele na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos, mostrando que era necessário que tudo se cumprisse conforme está escrito. Ou seja, Deus, numa visão antecipada, já mostrara o que haveria de acontecer com o Seu Messias, e de como Ele derrotaria o inimigo de nossas almas por meio de sua paixão, morte e ressurreição.

Doravante, essa visão de Jesus Ressuscitado, é o fundamento no qual se apoia o testemunho dos Apóstolos, dos seus sucessores e de todos os batizados, porque ser batizado consiste em entrar com Cristo na dimensão eterna da vida divina e viver em comunhão com Ele e com todos os já foram salvos. Na Carta de São Paulo à Timóteo, meditamos o seguinte: "Toma por modelo os ensinamentos salutares que recebeste de mim sobre a fé e o amor a Jesus Cristo. Guarda o precioso depósito, pela virtude do Espírito Santo que habita em nós."

Conclusão: Caríssimos, nós cristãos, vivemos desse relacionamento com Cristo Ressuscitado, isto é, vivo e sempre presente no meio de nós; é dessa vivência com Ele, pela ação do Espírito Santo, que nasce o nosso testemunho de fé, pois vivemos em meio as coisas deste mundo, porém, seguindo seus passos no seio de Sua Igreja, Santa, Católica e Apostólica, à caminho do Reino dos Céus.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sábado, 14 de abril de 2018

"SOU EU. NÃO TENHAS MEDO."


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 6,16-21)(14/4/18)

Caríssimos, na vida em comunidade não poder haver privilégiados, porque a santidade não é privilégio de poucos, mas um bem eterno para todos. Por isso, ninguém se apropri de bem algum fora da vontade de Deus, seja intelectual, espiritual, moral, ou material; porque todos os bens pertence somente à Deus e Ele os distribui como lhe apraz para que seja também o bem de todos.

Somos templos da Palavra, por isso, vivemos da Palavra, porque ela é a vida de nossas almas. Fora da Palavra, isto é, do Verbo de Deus; se encontra tudo o que nos provoca, tudo o que nos tira a paz interior, tudo o que não é a vontade do Senhor. Todavia, não somos deste mundo para vivermos conforme a mentalidade deste mundo, pois deste mundo o Senhor já nos tirou (cf. Jo 17,16-19); estamos aqui só para testemunhar o Seu Amor, pois o Senhor veio salvar a todos os que creem no Seu Nome e acolhem a Sua Vontade, expressa em Sua Palavra da qual Ele nos faz portadores.

No Evangelho de hoje, Jesus dá uma demonstração do seu poder para que os discípulos não duvidassem de quem Ele era; no entanto, eles se encheram de medo, pois demoraram crê que seria possível alguém caminhar sobre as águas e contra a forte ventania que os circundava; para eles, que estavam exaustos de tanto remar, isso seria impossível.

De fato, também nós aqui estamos navegando no mar revolto desta mundo esperando a vinda gloriosa de Cristo; também estamos como que exaustos de tanto remar contra os terríveis tufões deste mar tenebroso. No entanto, o Senhor nos acalma como acalmou os discípulos, dizendo: "Sou eu. Não tenhais medo”. Ou seja, o Senhor está sempre conosco e nos conduz ao Porto Seguro do Seu Reino.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

BUSCAI EM PRIMEIRO LUGAR O REINO DE DEUS E A SUA JUSTIÇA


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 6,1-15)(13/4/18). 

Caríssimos, o sentido da criação é a total realização do Reino de Deus, é por isso que existimos; ora, nada neste mundo faz sentido se não tiver como baluarte esta finalidade. Quem se põe na vida contrariando o fundamento da própria essência, ou seja, "ser santo como o Senhor é Santo", faz dessa oposição seu caminho de perdição eterna. Porque a finalidade de nossa presença no mundo é esta que está expressa na oração do Salmista: "Ao Senhor eu peço apenas uma coisa, e é só isto que eu desejo: habitar no santuário do Senhor por toda a minha vida; saborear a suavidade do Senhor e contemplá-lo no seu templo."

Caríssimos irmãos e irmãs, as leis naturais que nos regem apontam para a Lei Divina do Amor de Deus que lhes supera em tudo infinitamente; assim, vimos no Evangelho de hoje, Jesus multiplicar cinco pães e dois peixes para uma multidão de cerca de cinco mil homens sem contar mulheres e crianças. Tadavia, chamo a atenção para um detalhe significativo nesse episódio narrado por São João: "Vendo o sinal que Jesus tinha realizado, aqueles homens exclamavam: “Este é verdadeiramente o Profeta, aquele que deve vir ao mundo”.

Com efeito, quando se põe os interesses pessoais e coletivos a cima da finalidade da vinda do Reino de Deus e de sua justiça, eles são a causa do afastamento do Senhor das situações que nos envolvem. Por exemplo: "Mas, quando notou que estavam querendo levá-lo para proclamá-lo rei, Jesus retirou-se de novo, sozinho, para o monte." 

Conclusão: Logo após essa investida, "Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: buscais-me, não porque vistes os milagres, mas porque comestes dos pães e ficastes fartos. Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que dura até a vida eterna, que o Filho do Homem vos dará. Pois nele Deus Pai imprimiu o seu sinal. Por isso, "Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas as coisas vos serão dadas em acréscimo."

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv. 

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